Matéria Prima

A principal matéria-prima para a produção dos mais variados tipos e sabores das farinhas Caio Prado é a mandioca. No Brasil, esse arbusto originário dos Andes peruanos teve grande importância histórica e hoje é conhecido por vários nomes: aipi, aipim, candinga, castelinha, macambá, macaxeira, mandioca-brava, mandioca-doce, mandioca-mansa, maniva, maniveira, moogo, mucamba, pão-da américa, pão-de-pobre, pau-de-farinha, pau-farinha, tapioca, uaipi, xagala.

Sob o ponto de vista econômico, o vegetal é aplicado na produção dos mais diversos tipos de alimento. Fonte de vitaminas e minerais, a planta tem grande valor energético devido ao elevado teor de amido das raízes e as folhas contêm elevados índices de proteínas e vitaminas A e B. Uma espécie de grande importância econômica, presente em todo território nacional, tem maior consumo no Nordeste, no Norte e no Centro-Oeste.

As espécies podem ser divididas em dois grupos: espécies mansas e espécies bravas, obedecendo a um critério de toxicidade da planta.

O Brasil é o maior produtor mundial de mandioca colhendo, aproximadamente, trinta por cento de toda a mandioca consumida no mundo, são cerca de dois milhões de hectares plantados. De fácil cultivo e capacidade de regeneração e de adaptação ecológica, a planta, pertence à família Euphorbiaceae, assim como a mamona e a seringueira.

Lenda da mandioca

A lenda da mandioca é um exemplo do folclore dos índios tupis. Ela explica a origem desta raiz que é um dos principais alimentos dos povos indígenas brasileiros.

Em uma certa tribo indígena a filha do cacique ficou grávida. Quando o cacique soube deste fato, ficou muito triste, pois seu maior sonho era que a sua filha se casasse com um forte e ilustre guerreiro. No entanto, agora ela estava esperando um filho de um desconhecido. À noite, o cacique sonhou que um homem branco aparecia a sua frente e dizia para que ele não ficasse triste, pois sua filha não o havia enganado e que ela continuava sendo pura. A partir deste dia, o cacique voltou a ser alegre e a tratar bem sua filha. Algumas luas se passaram e a índia deu a luz a uma linda menina de pele muito branca e delicada, que recebeu o nome de Mani . Mani era uma criança muito inteligente e alegre, sendo muito querida por todos da tribo. Um dia, em uma manhã ensolarada, Mani não acordou cedo como de costume. Sua mãe foi acordá-la e a encontrou morta.

A índia desesperada resolveu enterrá-la dentro da maloca. Todos os dias a cova de Mani era regada pelas lágrimas saudosas de sua mãe. Um dia, quando a mãe de Mani fora até a cova para regá-la novamente com suas lágrimas, percebeu que uma bela planta havia nascido naquele local. Era uma planta totalmente diferente das demais e desconhecida de todos os índios da floresta. A mãe de Mani começou a cuidar desta plantinha com todo carinho, até que um dia percebeu que a terra à sua volta apresentava rachaduras. A índia imaginou que sua filha estava voltando à vida e, cheia de esperanças, começou a cavar a terra.

Em lugar de sua querida filhinha encontrou raízes muito grossas, brancas como o leite, que vieram a tornar-se o alimento principal de todas as tribos indígenas. A raiz de Mani veio para saciar a fome da tribo. Os índios deram o nome da raiz de Mani e como nasceu dentro de uma oca ficou Manioca, que hoje conhecemos como mandioca.

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